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Como a psicoterapia pode te ajudar?
A psicoterapia não é "milagrosa" e nem sempre "soluciona" todos os problemas, ela pode ser melhor entendida como uma estratégia de cuidado de si. Pois a psicoterapia possibilita ampliar nossa percepção sobre nós mesmos. Dessa forma, pode ser possível a elaboração de novas formas criativas e mais leves de lidar com os desafios da vida, com nossas emoções e com o mundo.
A psicoterapia pode ajudar com diversas questões como: o autoconhecimento, autoestima, o desenvolvimento de habilidades sociais, com relacionamentos interpessoais, a elaboração de luto, com questões amorosas e de sexualidade, questões profissionais e financeiras, a lidar melhor com a ansiedade, estresse entre outras demandas. Além de claro, ser essencial no tratamento de transtornos mentais.
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Vantagens da psicoterapia online
Há alguns anos o formato de psicoterapia online tem se popularizado no Brasil, com as restrições de segurança na pandemia, muitos profissionais migraram para o formato online. Por isso, a procura por psicoterapia online tem crescido. Mas, também, por suas vantagens em relação ao atendimento presencial. Sendo alguns deles:
Economia de tempo e dinheiro
Na modalidade online você não precisa se preocupar com o deslocamento, transporte, estacionamento etc
Comodidade e conforto
Você pode realizar suas sessões confortavelmente na sua casa, no seu cantinho favorito, no quintal, na companhia dos seus pets... da maneira que se sentir melhor e em segurança.
Liberdade para escolher o (a) profissional
Você não precisa residir na mesma cidade, estado ou país de seu terapeuta.
Acessibilidade
A modalidade online facilita o acesso a psicoterapia para quem possui restrições ou mobilidade reduzida.
Por que falar em saúde mental LGBTQIA+?
Com muitos retrocessos e poucos avanços nos direitos de pessoas LGBTQIA+, o Brasil segue como um país violento para nós. Uma pesquisa* baseada nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostrou que a cada uma hora uma pessoa LGBTQIA+, a maior parte pertencendo a população negra, é agredida no Brasil. Portanto, ainda continuamos em um contexto de vulnerabilidade social e política. Pessoas que fogem dos padrões “esperados” de gênero e sexualidade são confrontadas, desde muito cedo, pelo que são e de como se sentem, e passam a se sentir inadequadas ou “defeituosas” no decorrer de suas vidas.
Tendo em vista toda a complexidade da violência vivida por pessoas LGBTQIA+, é imprescindível que profissionais de psicologia considerem as opressões que limitam nossas possibilidades de vida, para que seja possível construir novos sentidos para nossas existências, evidenciando não apenas nossas dores, mas as nossas inúmeras potencialidades. Vale ressaltar que cada letrinha da sigla “LGBTQIA+” corresponde a milhares de pessoas que jamais devem ser igualadas. Cada grupo enfrenta opressões próprias e em cada grupo existem pessoas únicas que experimentam a vida de lugares e formas diferentes. Discursos que nos igualam e excluem nossa diversidade também são violentos.
Tenho ciência que muitos profissionais não apenas não estão aptos para acolher pessoas LGBTQIA+ em seus consultórios, como também reproduzem discursos preconceituosos. Se caso vivenciar uma situação de preconceito, denuncie a/o profissional ao Conselho Federal de Psicologia. A denúncia pode ser feita de forma anônima.
📚*Pesquisa citada no site da revista Carta Capital. URL: https://www.cartacapital.com.br/diversidade/um-lgbt-e-agredido-no-brasil-a-cada-hora-revelam-dados-do-sus/.
Síndrome do impostor - será?
Tem uma voz na sua cabeça que diz que você... Não é tudo o que as pessoas dizem? Não é inteligente o suficiente? Não é competente o suficiente? Que você é uma farsa? Bom, esses pensamentos e sentimentos têm sido amplamente associados com a chamada “síndrome do impostor”. Hoje gostaria de pensar um pouco além dessa nomenclatura patologizante.
É importante pensar que somos parte de uma sociedade capitalista, que nos cobra produtividade o tempo todo. De uma sociedade racista, que ensina para crianças negras que elas são inferiores – e muitas crescem acreditando nisso –, ao passo que suas oportunidades são diminuídas. De uma sociedade Lgbtfóbica, que rotula como errado ou inadequado o que algumas pessoas sentem ou desejam. De uma sociedade machista, que reproduz o discurso de que mulheres são incapazes de exercer determinadas tarefas e que inferioriza todos os comportamentos considerados femininos. De uma sociedade capacitista, que não está apta para receber pessoas com deficiência e persiste em considerá-las incapazes.
Tudo isso afeta diretamente nossa autoestima e nos faz sentir menores, sem valor e esgotados. Portanto, é um desafio construir uma “boa autoestima” quando o mundo ao seu redor diz que você não é digno ou “correto”. Não há uma fórmula mágica para que os nossos pensamentos e sentimentos impostores desapareçam. Mas existe a possibilidade de compreender nossas dores e lugares de opressão no mundo, e, a partir disso, construir um novo sentido. Nesse processo, é importante compreender seus pontos fortes e fracos, evitar se comparar com outras pessoas, comemorar suas conquistas desde as “menores”, aceitar sua história e sua jornada, respeitar seus próprios limites e lembrar-se de que errar faz parte.